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Sumário Executivo e Principais Descobertas

A Avaliação Global da Capacidade de Exploração do Mar Profundo de 2022 oferece um mergulho profundo na capacidade humana e técnica para exploração e pesquisa em mar profundo em todos os países e territórios com oceano profundo em suas zonas econômicas exclusivas.

Published onSep 12, 2022
Sumário Executivo e Principais Descobertas
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A “Avaliação Global da Capacidade de Exploração do Mar Profundo” de 2022 (do inglês 2022 Global Deep-Sea Capacity Assessment) é uma avaliação global da capacidade técnica e humana para exploração e pesquisa em áreas de mar profundo adjacentes às regiões costeiras. Até onde sabemos, trata-se da mais abrangente avaliação a nível global das capacidades do mar profundo já realizada.

Numa faixa de profundidade de 200 a aproximadamente 11.000 metros abaixo do nível do mar, o mar profundo abrange a maior – e provavelmente a mais crítica – biosfera da Terra. Globalmente, quase dois terços de todas as Zonas Econômicas Exclusivas (ZEEs) combinadas têm lâminas d'água entre 2.000 e 6.000 metros, tornando a avaliação desta faixa de profundidade particularmente crítica.

Esta avaliação inclui informações provenientes de 186 áreas geográficas (GeoAreas), as quais estão distribuídas em seis regiões: Europa, Ásia, América do Norte, África, Oceania e América Latina & Caribe. GeoAreas incluem tanto países soberanos como territórios dependentes.

Nossa avaliação é baseada em dados coletados por dois meios: um questionário online e uma pesquisa manual. Embora muitas das descobertas desta avaliação não tenham sido, à primeira vista, surpreendentes, os resultados foram mais reveladores do que o esperado. Nós revelamos detalhes até então não reportados, os quais abrangem desde a mão-de-obra capacitada disponível até a possibilidade de acesso a embarcações. Além disso, o fato de se incluir e contatar países tradicionalmente negligenciados em estudos globais provocou uma sensação de inclusão por parte destes países, tornando os detalhes deste relatório valiosos sob diferentes perspectivas.

Principais Descobertas

  • Muitos dos que consideram a exploração e a pesquisa em mar profundo importantes não possuem as ferramentas e tecnologias necessárias

    Os entrevistados de várias sub-regiões, particularmente Micronésia, Melanésia, África Ocidental e Oriental opinaram que a exploração e pesquisa de mar profundo são importantes para suas respectivas regiões, contudo não possuem acesso às ferramentas requeridas para realizar atividades em mar profundo.

  • Em muitos lugares há mão-de-obra qualificada, mas não tecnologia

    Em todas as sub-regiões, os entrevistados relataram que a presença de mão-de-obra qualificada nos respectivos países excede a disponibilidade de ferramentas disponíveis para que atividades em águas profundas sejam realizadas. Os entrevistados opinam que mais acesso a embarcações, veículos de submersão profunda, sensores e ferramentas de análise de dados possibilitariam o uso do conhecimento disponível para conduzir exploração e pesquisa em mar profundo de interesse local.

  • Mais veículos de submersão profunda são necessários a nível global

    Os veículos de submersão profunda representam a capacidade técnica com menor presença, acesso e satisfação em todo o mundo. Mais acesso a tecnologias de baixo custo, e de fácil utilização em águas profundas, seria transformador a nível global.

  • Recursos originalmente não destinados à pesquisa poderiam estar disponíveis para a pesquisa de mar profundo

    Enquanto as embarcações representam a capacidade técnica mais presente em todo o mundo, em geral, as mesmas também representam a capacidade técnica à qual os entrevistados tiveram o segundo menor acesso. Facilitar o acesso a navios de oportunidade para uso em pesquisa seria transformador.

  • Financiamento é o principal desafio

    Os entrevistados identificaram o financiamento como o maior desafio para fomentar atividades de mar profundo, seguido pela capacidade e conhecimento humano, acesso a embarcações e a veículos de submersão profunda. Soluções de baixo custo são fundamentais para aumentar o acesso ao mar profundo.

  • É essencial priorizar a exploração do mar profundo

    Muitos entrevistados acreditam que seus países não consideram que a pesquisa e a exploração em mar profundo sejam importantes. Criar argumentos internos mais fortes para justificar os porquês das atividades de exploração de mar profundo serem críticas localmente pode angariar suporte.

  • Estratégias personalizadas são necessárias para cada localidade

    Uma melhor compreensão do ambiente físico pode ajudar a garantir maior retorno de investimento. Por exemplo, na América Central, Melanésia e Ásia Ocidental, 75% de todas as ZEEs situam-se entre 200 a 4.000 m, e todas as ZEEs africanas são mais rasas que 6.000 m. A criação de tecnologias e estratégias oceânicas sob medida para cada local seria mais eficiente do que uma abordagem única.

  • Pesquisa detalhada e inclusão são importantes

    Os resultados deste estudo foram mais surpreendentes do que o esperado. Documentamos detalhes até então pouco discutidos, desde a mão-de-obra capacitada disponível até o possível acesso às embarcações. O próprio ato de incluir e contatar pessoas em locais com poucos recursos, e previamente negligenciados em outros estudos de alcance global, criou uma comunidade e um sentimento de inclusão que tornou o esforço e os detalhes deste relatório, e também de estudos futuros do mesmo tipo, valiosos de diversas formas.

Situação Atual da Exploração & Pesquisa em Mar Profundo

Os entrevistados através da enquete foram requisitados a avaliar a situação atual da exploração e pesquisa em mar profundo em sua GeoArea, afirmando o quanto concordavam com as seguintes afirmações: (1) a exploração e a pesquisa em mar profundo são consideradas importantes em sua GeoArea, (2) existe tecnologia de águas profundas em seu país e (3) seu país possui mão-de-obra qualificada para atividades em águas profundas.

Globalmente, 52% dos entrevistados concordam que a exploração e a pesquisa são importantes em sua GeoArea. Apenas 33% concordaram que existe a tecnologia no país para conduzir exploração e pesquisa de mar profundo, enquanto metade concordou que existe mão-de-obra qualificada para atividades em mar profundo no país.

Importante notar que entrevistados de grupos particulares de duas sub-regiões - América do Norte e Austrália & Nova Zelândia - concordaram que há altos níveis de tecnologia e experiência no país. Contudo, eles acreditam que a exploração e pesquisa em mar profundo não são consideradas importantes. Por outro lado, os entrevistados das sub-regiões Melanésia, Micronésia, África Oriental e Ásia Meridional concordaram que a exploração em mar profundo é considerada importante, mas discordavam que existem ferramentas e conhecimentos nos respectivos países.

Problemas, Desafios e Oportunidades

Foi solicitada a opinião dos entrevistados sobre as questões mais importantes em sua GeoArea, seus principais desafios em relação à exploração e pesquisa em mar profundo, bem como as oportunidades com as quais eles estavam mais empolgados nos próximos cinco a dez anos.

Os resultados da pesquisa revelaram que conservação & proteção, ciência básica & exploração, além de pesca & aquicultura estavam entre as três questões mais importantes em todas as regiões. Além disso, as mudanças climáticas foram observadas como uma questão importante na Oceania e na América do Norte, o petróleo e o gás ao largo da região costeira são considerados relevantes na África e na Ásia, enquanto a mineração no fundo do mar é um ponto importante na Oceania.

O principal desafio em todo o mundo - sem sombra de dúvida - foi o financiamento. Na Europa e na América do Norte, o acesso aos navios representou o segundo maior desafio. Na Ásia e na América Latina & Caribe, o acesso a embarcações e a falta de mão-de-obra qualificada foram igualmente classificados como o segundo maior desafio. Na África e Oceania, a falta de mão-de-obra qualificada foi indicada como o segundo maior desafio.

Na esfera global, as três principais oportunidades para exploração e pesquisa em mar profundo foram elencadas como oportunidades de treinamento, barateamento da tecnologia para coleta de dados, e um melhor acesso aos dados somado a melhores ferramentas de processamento de dados. As oportunidades de treinamento foram a primeira escolha na África e América Latina & Caribe. Coleta de dados mais barata foi indicada como a oportunidade mais bem classificada na Europa, Ásia e América do Norte. Na Oceania, os entrevistados ficaram entusiasmados com uma melhor e mais precisa tecnologia de coleta de dados.

Presença de Capacidade de Exploração do Mar Profundo, Acessibilidade e Satisfação

A próxima parte da avaliação registrou a presença de organizações marinhas, indústrias e tecnologia voltadas ao mar profundo - embarcações, veículos de submersão profunda (DSV; do inglês Deep Submergence vehicles), sensores e ferramentas de análise de dados - com base em extensa pesquisa, acesso dos entrevistados a cada tipo de tecnologia, bem como a satisfação dos entrevistados com as tecnologias às quais os mesmos têm acesso. Uma das principais descobertas apresentadas no relatório está relacionada à disparidade entre a presença de uma tecnologia no país e o acesso de um indivíduo a essa tecnologia. Esta descoberta resultou em uma linha de base para uma avaliação global da capacidade relativa das regiões para realizar exploração e pesquisa em mar profundo.

Organizações & Indústrias

Baseado em pesquisa manual e dados de uma enquete, avaliamos organizações e indústrias marinhas como uma indicação da mão-de-obra qualificada1.

Primeiramente, consideramos a presença de diferentes tipos de organizações, incluindo universidades, laboratórios de pesquisa, agências governamentais e ministérios, bem como outros tipos de organizações. No total, identificamos 2.136 organizações marítimas e de águas profundas em todo o mundo; 809 são universidades e laboratórios de pesquisa, 812 são agências governamentais e ministérios, enquanto 515 representam outras organizações. A América do Norte teve o maior número de organizações por GeoArea, seguida pela Europa. América Latina & Caribe apresentou o menor número de organizações. 

Subsequentemente, pesquisamos se dez tipos de indústrias marítimas estavam ou não presentes em cada GeoArea e, de forma independente, perguntamos aos entrevistados se eles tinham conhecimento sobre quais destas indústrias estavam presentes. O transporte marítimo, a pesca & aquicultura, assim como o turismo estão presentes na maioria das GeoAreas do mundo. Nossa pesquisa apurou que a mineração em mar profundo estava em estágio inicial de desenvolvimento em muitas regiões, mas ao mesmo tempo era a indústria menos ativa atualmente. No entanto, os entrevistados da pesquisa frequentemente superestimaram a presença de mineração de mar profundo em sua região. Devido à atenção explicitamente dada à mineração de mar profundo, esta atividade tem se tornado uma questão local.

Embarcações

Embora as embarcações representem o tipo de recurso mais presente em todo o mundo, os entrevistados tiveram o segundo menor acesso a elas comparado com outras capacidades técnicas.

As embarcações de pesca foram o tipo de embarcação mais presente, seguidas das embarcações voltadas a atividades recreativas. Navios de cruzeiro e navios de pesquisa foram indicados como os dois tipos de embarcações menos presentes em todas as regiões. As embarcações indicadas como mais acessíveis globalmente foram as embarcações de pesquisa, seguidas das embarcações de pesca. No entanto, mais de um quarto dos entrevistados em todo o mundo relataram não ter acesso a embarcações.

Vários entrevistados indicaram ter outros tipos de embarcações disponíveis, mas que não estavam listadas na enquete, incluindo navios de carga, rebocadores, petroleiros, e embarcações de mergulho, perfuração e instalação de cabos. Novas estratégias para o uso de embarcações de oportunidade para fins de pesquisa podem gerar oportunidades para a instalação de sensores e coleta de dados.

Veículos de Submersão Profunda

Veículos de submersão profunda representam a capacidade técnica com menor presença, disponibilidade e satisfação em todo o mundo. 

Sessenta e cinco por cento dos entrevistados de todas as áreas consideraram os veículos de submersão profunda como os mais importantes para seu trabalho. Veículos operados remotamente (ROV; do inglês Remote Operated Vehicles) representaram os veículos de submersão profunda mais presentes globalmente, seguidos por veículos submarinos autônomos (AUV; do inglês Autonomous Underwater Vehicle) e amostradores de fundo (do inglês benthic landers). Veículos rebocados (do inglês towsleds) foram os tipos de veículos de submersão profunda menos encontrados em todas as regiões. Os veículos de submersão profunda mais acessíveis foram os veículos operados remotamente, seguidos pelos veículos submarinos autônomos e amostradores de fundo. Pouco menos da metade dos entrevistados em todo o mundo relataram não ter acesso aos veículos de submersão profunda.

Sessenta e cinco por cento dos veículos de submersão profunda aos quais os entrevistados tinham acesso podem operar em profundidades superiores a 200 m. No entanto, metade dos veículos de submersão profunda disponíveis para os entrevistados da África, Ásia, Oceania e América Latina & Caribe não podiam operar em profundidades superiores a 200 m. Em contraste, 44% dos veículos de submersão profunda reportados poderiam operar em profundidades superiores a 4.000 m na América do Norte.

Em geral, entrevistados de todas as regiões estão insatisfeitos com os veículos de submersão profunda disponíveis. Os entrevistados da Europa e América do Norte são os mais satisfeitos com veículos de submersão profunda de suas respectivas GeoAreas. Os entrevistados da Ásia, África, Oceania, e América Latina & Caribe são os menos satisfeitos com os veículos disponíveis. Setenta e um por cento dos entrevistados relataram que o aumento ao acesso de veículos de submersão profunda traria um impacto alto ou seria transformador para seu trabalho.

Sensores

Os sensores foram reportados com presença limitada em todo o mundo. Ainda assim, os sistemas de sensores foram considerados a capacidade técnica à qual os entrevistados tiveram o segundo maior nível de acesso e a maior satisfação geral.

Mais de setenta por cento dos entrevistados consideraram os sistemas de sensores de águas profundas importantes para seu trabalho. Os sistemas de amostragem de água representam o tipo de sensor mais comum encontrado globalmente, seguidos pelos sistemas de navegação. Sensores genéticos para eDNA representam o tipo menos presente.

Os sistemas de sensores mais acessíveis foram perfiladores de temperatura, salinidade e pressão (do acrônimo inglês, CTDs) e os sistemas de amostragem de água, seguidos por sensores químicos (por exemplo, O2, pH, eH). Um quarto dos entrevistados relatou não ter acesso a sensores de águas profundas. Mais de 70% dos entrevistados em todo o mundo relataram que o aumento do acesso a sistemas de sensores em águas profundas impactaria significativamente ou seria transformador para seu trabalho.

Ferramentas de Análise de Dados

As ferramentas de análise de dados foram a segunda capacidade técnica mais presente no mundo. Além disso, os entrevistados tiveram o maior acesso a ferramentas de análise de dados dentre as demais opções. Contudo, os tipos de ferramentas aos quais os entrevistados tiveram acesso variaram muito. Mesmo que a presença e o acesso a tais ferramentas tenham sido geralmente elevados, a satisfação dos entrevistados com as ferramentas disponíveis é menor comparada a outras ferramentas.

Oitenta e oito por cento dos entrevistados em todo o mundo relataram que as ferramentas de análise de dados eram importantes para seu trabalho, sendo os sistemas de informações geográficas (SIG) as ferramentas de dados mais presentes, seguidos pela computação em nuvem e gerenciamento de dados. As ferramentas de sequenciamento genômico se mostraram menos presentes.

Os sistemas mais acessíveis aos entrevistados foram SIGs, ferramentas de gerenciamento de dados, assim como capacidade de armazenamento de dados. Menos de 20% dos entrevistados em todo o mundo relataram não ter acesso a nenhuma das ferramentas de dados listadas acima. Mais de 75% dos entrevistados em todo o mundo relataram que o aumento do acesso a tais ferramentas teria um grande impacto ou seria transformador para seu trabalho.

Conclusões

Esta avaliação demonstrou quais são os desafios e oportunidades característicos de cada região e sub-região em termos de pesquisa e exploração em mar profundo.

A América do Norte tem a maior capacidade de exploração e pesquisa em oceanos profundos das Américas. No entanto, a América Latina & Caribe têm recursos humanos bem desenvolvidos com um alto potencial para liderar iniciativas de inovação e pesquisa em águas profundas, o qual poderia ser substancialmente aprimorado através de uma infraestrutura mais desenvolvida. Por exemplo, Colômbia, Equador, Uruguai e Chile estão trabalhando no desenvolvimento de protótipos de veículos de submersão profunda, os quais se encontram em fase preliminar de comercialização.

Embora a Ásia tenha maior acesso a embarcações e veículos de submersão profunda comparado a outras regiões, este acesso permanece concentrado nas nações mais ricas e desenvolvidas, sendo pouco provável que países de baixa renda usufruam deste acesso. Acesso com baixo custo a veículos de submersão profunda, bem como a sensores e ferramentas de análise de  dados teria um impacto transformador na Ásia, particularmente em GeoAreas marcadas por rendas baixas e médias.

Os entrevistados da África elegeram oportunidades de treinamento como o principal ensejo em mar profundo num futuro próximo. Therefore, o desenvolvimento de habilidades e conhecimentos nos respectivos países devem ser priorizados e financiados. Além disso, tecnologias de águas profundas que possam atingir 6.000 m propiciariam o acesso a 100% das ZEEs africanas, representando uma oportunidade única para expandir o acesso à pesquisa de mar profundo, bem como aos programas e meios de exploração nesta região.

Esta avaliação de capacidade indica que muitas instituições de investigação europeias possuem tecnologia e mão-de-obra qualificada para exploração e investigação em águas profundas. De uma maneira geral, a presença, o acesso e a satisfação com a capacidade de pesquisa e exploração são elevadas em toda a região. Devido ao seu elevado nível de capacidade, os países europeus poderiam desempenhar um papel significativo na viabilização de um acesso mais amplo a nível mundial.

A Oceania apresenta as oportunidades mais relevantes para exploração e pesquisa em mar profundo. A região possui a maior área de ZEE em águas profundas do mundo, mas possui menor capacidade de explorá-la por meio da infraestrutura marinha local e tecnologia disponíveis. O interesse regional é elevado, uma vez que os entrevistados são bem mais contundentes - comparados aos demais entrevistados - em considerar a exploração de mar profundo como importante para seus respectivos países. Todos os entrevistados da Polinésia indicaram que a mineração em águas profundas é uma das questões mais importantes que enfrentam, ao mesmo tempo que não possuem ferramentas ou conhecimentos especializados em águas profundas no país para resolver a questão. Garantir que essa região tenha a capacidade local de explorar, entender e gerenciar ambientes de águas profundas é um caminho lógico a ser seguido.

Esta avaliação fornecerá as informações básicas necessárias para desenvolver estrategicamente, implementar de forma equitativa e quantificar o impacto da exploração e o desenvolvimento da capacidade de pesquisa em mar profundo nos próximos anos. Com a “Avaliação Global da Capacidade do Mar Profundo” de 2022, agora é possível medir a evolução da capacidade local ao longo da próxima década, um importante indicador de progresso durante a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável fomentada pelas Nações Unidas.

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